E aí outro dia eu, nerdzinha que sou, fui reclamar no twitter sobre como eu precisava de uma graninha extra e não sabia o que fazer pra consegui-la (sem piadinhas). Um colega prontamente respondeu: escolha uma das suas especialidades e dê aulas, cobre por hora, já dá uma bela ajuda. Legal, eu pensei, mas quais são as minhas especialidades?
Sempre me senti um pouco inferior aos amigos – preciso confessar – por não ter, como dizer?, conhecimentos técnicos ou científicos sobre nada. Não sei nada sobre engenharia, nada sobre doenças, tampouco sobre animais ou plantas. Nada sobre cálculo, nada sobre arquitetura. Não tenho nenhum filósofo e nenhuma teoria pra embasar as coisas que eu sei. Mas afinal, o que eu sei?
Fazer anúncios, promoções, eventos..? Isso qualquer macaquinho treinado faz. Olha aí quanta gente importante no mercado da publicidade que chegou onde chegou sem nem nunca ter pisado numa faculdade (mas não vamos nos afobar, essa questão do diploma é assunto pra outro post). A faculdade de publicidade serve pra abrir a mente, pra dar uma empurrãozinho no seu jeito de pensar a vida e as coisas, uma treinadinha inicial pra mesquinharia e falsidade que vem pela frente. E é isso. São basicamente quatro anos de referências (superficiais) e cultura pop.
No fim das contas, os comunicólogos não sabem nada sobre nada. E, infelizmente, muitos não sabem nem se comunicar e escrever dentro das regras ortográficas (veja, nem peço pra escrever bem, só quero que escreva corretamente). E mais especificamente nós, publicitários, não sabemos nada falar com propriedade sobre absolutamente nada que não seja nossas vidinhas, nosso mercado, Cannes ou Abílio Diniz, Mc Donald’s, Coca Cola (piada interna solo)…
Momento crise profissional absolutamente inconclusiva da pisciana na tpm (taí uma gigante bola de neve de não-conclusões haha!)…
Vou deixar o cabelo crescer, usar umas saias compridonas, óculos coloridos, aprender a fazer bijuteria e morar na praia… levar meu pouco ou nulo conteúdo pra me comunicar com os bichinhos que ainda não morreram com a poluição. Adeus.