stressée, moi?

4 08 2011

meu cabelo está caindo, minha cara está cheia de espinha, minhas unhas estão fracas, todo meu corpo dorme se eu fico três segundos na mesma posição, meu corpo inteiro treme, não consigo dormir muito menos me concentrar, meu intestino está irregular, minha menstruação tá fraquinha, minha cabeça e meu estômago doem.

stressée, moi? jamé.





me dê motivo

5 07 2011

É, engraçado, ás vezes a gente sente, e fica pensando
Que está sendo amado, que está amando, e que
Encontrou tudo o que a vida poderia oferecer
E em cima disso a gente constrói os nossos sonhos
Os nossos castelos, e cria um mundo de encanto onde tudo é belo
Até que a mulher que a gente ama, vacila e põe tudo a perder
E põe tudo a perder…





nunca fez tanto sentido

25 12 2010

he left no time to regret
kept his dick wet with his same old safe bet
me and my head high
and my tears dry, get on without my guy
you went back to what you knew
so far removed from all that we went through
and I tread a troubled track
my odds are stacked, I’ll go back to black

we only said goodbye with words
i died a hundred times
you go back to her
and I go back to
i go back to us

i love you much
it’s not enough, you love blow and I love puff
and life is like a pipe
and I’m a tiny penny rolling up the walls inside

we only said goodbye with words
i died a hundred times
you go back to her
and I go back to
we only said goodbye with words
i died a hundred times
you go back to her
and I go back to

black, black, black, black
black, black, black…
i go back to
i go back to

we only said goodbye with words
i died a hundred times
you go back to her
and I go back to
we only said goodbye with words
i died a hundred times
you go back to her
and I go back to black





acho que vim pra te ver

2 08 2010

Não quero flores, não quero chocolates, e muito menos jóias. Não quero presentes em geral. Não quero que paguem minha parte no restaurante ou metade do valor do motel, não quero que abram a porta do carro para que eu saia e não quero que me escrevam poemas.

Não quero fatos comprovados, não quero verdades absolutas, português corretíssimo ou conhecimentos geográficos.

Quero algumas histórias. Quero idéias. Quero correr na chuva, deitar e olhar as estrelas, compartilhar momentos mesmo em silêncio, e quero poder conversar por horas mesmo quando não se tem nenhum assunto específico. Quero prolongar ideias e filosofias bestas do dia a dia. Quero um brilho nos olhos e um sorriso de canto de boca que mude o curso do dia.

Tô procurando aquele brilho, sabe? :)





pecinhas

9 07 2010

É com pecinhas e coisinhas de outras pessoas que a gente se constrói, é com referências e repertório que a gente cresce e amplia os horizontes, e é com textos assim que eu fico feliz e volto a crer que ainda há, sim, esperança no mundo e nas pessoas. Recomendo que leiam Não Fodam o Amor, texto do Túlio. :)





my beautiful

7 06 2010
A visita quinzenal à My Beautiful Laundrette sempre traz alguma surpresa; lavar a roupa nunca é só lavar a roupa quando se tem que ir àquele lugar. O proprietário leva a sério o conceito de RANDOM na escolha das músicas, que vão de clássica e tango a Beatles e música africana, passando por violinos estridentes, Cher e cânticos estranhos.


Hoje além da trilha inusitada e das figuras de sempre, tive a honra de participar do seguinte diálogo:


Ser Estranho: Hi
Paula: Hi
SE: you live around here?
P: …yes (com cara de não, eu gosto de lavar roupa longe de casa mesmo)
SE: what do you do?
P: nothing.
SE: nothing?
P: yes, nothing.
SE: then how do you survive?
P: what?
SE: survive, how do you survive?
P: … ¬¬” …. old savings.
SE: wow did you own a diamond mine or something?
P: I wish.
SE: dbnandygoosfrabafiudsnk diamonds
P: no diamonds.
SE: let me see your hands.
P: …(shows hands)…
SE: I like your skin color.
P: gotta go, bye!



(o texto é de abril mas os estranhos da lavanderia são eternos! :-P)




i see you

25 05 2010

Em uma das aulas da faculdade, um professor insistiu para que fizéssemos grupos com pessoas que não eram nossas amigas, porque um grupo heterogêneo levaria a resultados mais criativos. É verdade, parece que ele tinha razão – pessoas diferentes trazem visões novas e tiram a gente de alguns vícios.

Muito justo pensar isso no trabalho, na aula. Mas e no dia-a-dia, nas amizades? O que vale mais a pena? Sou sempre a favor do meio termo, não gosto mais pessoas nem muito iguais a mim nem muito diferentes. E foi pensando nisso, analisando meus relacionamentos e também os de amigos, que um tempo atrás cheguei a uma conclusão que carrego comigo até hoje. Vamos ao desenvolver do raciocínio:

Meu primeiro namorado era minha versão masculina. Foi assim que nos apresentaram, e foi isso que eu achei também por todo o tempo em que ficamos juntos. Afinal, quem não se sente confortável com alguém que tem as exatas mesmas vontades e os exatos mesmos gostos que você? É… bom… eu. Depois de um tempo ficou tudo muito cansativo, porque né, pra ter alguém igual a mim, bom, pra isso eu já tinha eu mesma. Aquilo não me levava a nenhum lugar novo.

Reação natural, fui da água pro vinho. Meu segundo namorado não tinha nada a ver comigo. Não tínhamos praticamente nada em comum, nem gostos nem lugares nem nada. Por um lado, aprendi muito e expandi loucamente os horizontes, mas obviamente tudo isso também cansou e às difereças voltaram à tona quando até uma visita à Blockbuster era uma tarefa difícil.

A gente quando está com problemas em relacionamentos, naquelas fases de insegurança, sempre acaba procurando conselhos baratos. Amigos com sugestões furadas, textos de auto-ajuda, até em Power Point de feitiçaria a gente presta mais atenção. E cada coisa dessas vai dizer uma coisa diferente sobre relacionamentos – e aí, afinal a gente tem que procurar pessoas que são como nós ou, como dizem, os opostos se atraem mesmo?

Por coincidência, pouco depois de terminar o segundo namoro, fiquei muito amiga de um casal. Gente que eu já conhecia mas não tinha muita intimidade. Foi observando eles, juntos, separados, com amigos, com família, com suas qualidades e com seus defeitos enquanto casal, que eu cheguei a uma conclusão. Demorei até, porque não conseguia entender como aquelas duas pessoas tão diferentes estavam juntas há tanto tempo (uns dez anos, se não me engano!). E foi aí que eu vi – para que duas pessoas se dêem bem, seja num relacionamento amoroso ou numa amizade, não é preciso que eles gostem das mesmas coisas ou até gostem de coisas completamente opostas. É preciso que eles entendam o mundo uma maneira parecida. É como você reage ao que lhe é oferecido, é como você entende (ou não) as coisas ao seu redor. É se você vai encarar o que tem que encarar com um sorriso, com garra, chorando ou com um franzido na testa. Com uma visão de mundo parecida, não importa se você gosta de azul ou rosa, se prefere Austin Powers ou Monty Python, porque vocês vão se entender.

Pensem em quantas pessoas vocês conheceram ao longo da vida, e com quantas de fato sentiram uma conexão, com quantas de fato você ornou, mesmo que temporariamente.

E é por isso que quando a gente acha alguém que encara as coisas da mesma maneira que a gente, alguém que orna e encaixa, não tem nada mais importante do que guardar essa pessoa.

We need people for everything.

(e, por experiência propria, tentar algo além de um cineminha hello-goodbye com alguém que não orna provavelmente só vai trazer mau humor ! Não recomendo! rs)




a whiter shade of pale

19 05 2010

Hoje me dei conta de que estou stressada.

Sim, soa ridículo. Tô do outro lado do mundo levando uma vida mansa, dormindo e acordando a hora que bem entendo, sem reuniões pra ir e eventos pra montar de última hora. Sem mãe pegando no pé e sem o trânsito louco de São Paulo pra acabar com qualquer ânimo.

Mas ainda assim tô stressada. Tô dormindo mal, comendo errado, bebendo todo dia pra acalmar, tô preocupada, tô com a musculatura tensa. Às vezes não consigo dormir porque sinto tudo tremendo lá dentro. Só reclamo, não aprecio mais as coisas belas da vida como normalmente (vide o silêncio no blog!).

Tô stressada. Tô stressada com um stress diferente, um stress que não vai embora quando eu piso pra fora do escritório. Não sei como faz, não to acostumada com isso. E ao que parece, esse aqui é pior que aquele lá, porque… de que escritório eu vou embora pra me livrar desse??





writer’s block

19 04 2010

não sei se vcs notaram, rs…





define: saudade parte II

14 03 2010

Gosto de falar o quanto sinto saudade das pessoas, já falamos sobre esse assunto. Dia desses estava no messenger fazendo exatamente isso, quando recebo a seguinte resposta: “tá todo mundo com saudade, eu também tô, mas isso não vai mudar nada”.

É verdade, dizer que está com saudade de uma pessoa não traz ela pra mais perto de você, mas poxa, não é uma delícia ouvir que alguém sente sua falta? Foi aí que me atinou, sentir saudade é uma forma de amar, dizer “tô com saudade de você” é como dizer “eu te amo”. Claro que existem vários níves de saudade, assim como existem vários níveis de amor. Mas essas duas frases, quando ditas com sinceridade, dão um calorzinho tão gostoso no coração que eu vou continuar dizendo. E espero continuar ouvindo, seja de amigos, parentes, namorados, enfim. Por que no fundo no fundo, esse calorzinho no peito nos deixa, de alguma maneira assim metafísica, mais perto da pessoa sim, e a saudade anunciada nos junta em algum lugar.  :)








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